Bruce Springsteen encabeça o Power to the People Festival em Maryland
Bruce Springsteen foi headliner da primeira edição do Power to the People Festival, em Maryland, evento de protesto organizado por Tom Morello com música política, ativismo e artistas lendários.

Foto: User:Responsible?, CC BY-SA 2.5, via Wikimedia Commons. Recortada e impressa em uma tinta.
O Power to the People Festival, em sua estreia, uniu música e ativismo em outubro de 2026, nos arredores de Washington, D.C. Com Bruce Springsteen como headliner, o evento transformou o Merriweather Post Pavilion, em Maryland, em um palco de protesto, solidariedade e engajamento eleitoral. Organizado pelo guitarrista do Rage Against the Machine, Tom Morello, o festival teve como foco amplificar vozes em defesa da paz, justiça e ação comunitária, com arrecadação revertida para o VoteRiders e o HeadCount.
Um lineup de lendas e mensagens
O lineup do festival reuniu um verdadeiro quem é quem do rock, folk e rap. Springsteen, conhecido como The Boss, apresentou um set politicamente carregado, abrindo com Streets of Minneapolis, música inspirada nos assassinatos de Renée Good e Alex Pretti por agentes federais de imigração. Em seguida, se juntou à lenda do folk Joan Baez para um dueto de Chimes of Freedom, de Bob Dylan. As colaborações não pararam por aí: Springsteen, Morello, Dave Matthews e Nathaniel Rateliff encerraram a noite no palco principal com Fortunate Son, do Creedence Clearwater Revival, hino de resistência.
Outros destaques da programação incluíram: - Dropkick Murphys, banda punk de Boston conhecida por seus hinos da classe trabalhadora. - Jack Black, ator e músico, cuja energia sempre contagia o público. - Serj Tankian, vocalista do System of a Down e ativista. - Killer Mike, rapper vencedor do Grammy e comentarista político. - The Linda Lindas, banda punk emergente que vem ganhando destaque com letras feministas. - Taylor Momsen, atriz e vocalista do The Pretty Reckless, que reforçou a missão do festival de conexão e engajamento cívico.
Música como ferramenta de mudança
A data do festival — um mês antes das eleições de meio de mandato nos EUA em 2026 — não foi mera coincidência. Morello e os organizadores posicionaram o Power to the People como contraponto ao The Great American State Fair, celebração do 250º aniversário que alguns artistas boicotaram devido a seus laços com o então presidente Donald Trump. A Freedom Village do festival ofereceu aos participantes um espaço para interagir com ONGs como ACLU, Farm Aid e Oxfam, transformando o evento em um polo de ativismo.
A mensagem política esteve presente em todos os cantos. Fãs usavam camisetas com dizeres como Imigrantes Fazem a América Grande e Sem Reis, enquanto artistas usavam seus palcos para denunciar ações governamentais. Até mesmo Jack Smith, ex-procurador especial do Departamento de Justiça que processou Trump, apareceu publicamente, gerando uma onda de repercussões nas redes quando Trump reagiu no Truth Social.
Por que o festival foi importante
Para os fãs de Springsteen, o evento foi uma rara oportunidade de vê-lo em um ambiente íntimo e politicamente engajado. Sua música sempre esteve ligada às lutas da classe trabalhadora e à justiça social, tornando-o uma escolha natural para o festival. O evento também destacou o poder da música de mobilizar comunidades, especialmente em ano eleitoral. Como disse Taylor Momsen, o objetivo não era dizer às pessoas como votar, mas lembrá-las de que comparecer faz a diferença.
Informações práticas para os fãs
Embora a edição de 2026 já tenha passado, a missão do festival sugere que ele pode retornar. O Merriweather Post Pavilion, em Columbia (Maryland), é um espaço ao ar livre com capacidade para cerca de 19 mil pessoas, oferecendo assentos reservados e área geral. A região de Washington, D.C. é de fácil acesso de carro, trem ou avião, com aeroportos próximos como o Baltimore/Washington International (BWI) e o Reagan National (DCA).
Para quem se inspirou no evento, apoiar as organizações parceiras — VoteRiders, HeadCount e ACLU — é uma forma de manter o movimento vivo. Seja como uma tradição anual ou um marco pontual, o impacto do Power to the People na interseção entre música e ativismo é inegável.
O que os fãs querem saber
- Quem organizou o Power to the People Festival?
- O festival foi organizado por Tom Morello, guitarrista do Rage Against the Machine e conhecido por seu ativismo e música politicamente engajada.
- Quais artistas se apresentaram no Power to the People Festival?
- O lineup contou com Bruce Springsteen, Joan Baez, Dropkick Murphys, Jack Black, Serj Tankian, Killer Mike, The Linda Lindas e Taylor Momsen, entre outros.
- Qual era o propósito do Power to the People Festival?
- O festival teve como objetivo promover paz, justiça e ação comunitária, com parte da arrecadação revertida para organizações de engajamento eleitoral. Também serviu como plataforma para mensagens políticas às vésperas das eleições de meio de mandato nos EUA em 2026.
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